Textos

Senhores dos anéis
Eu me condeno pelo sol que se levanta
Pela noite que adormece
Pela alma que se espanta

Eu me condeno pela dor de estar possuída pela vida
Que se quebra  entre espelhos
Nessa jaula oprimida

Eu me  condeno por haver entrelaçado
nossos dedos como fatos
Que rolam ao som dos dados
Com as bolas contadas  

Carisma entre as caras
Carecas as escaras
Cabelos entre as taras

Que segue a boca que não cabia
Obedecem alquimia  
Desobedecem como senhores dos anéis...

Vera Mascarenhas
Enviado por Vera Mascarenhas em 26/04/2022
Alterado em 28/04/2022
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